"Quando olhamos para um logo da Coca-Cola, do símbolo da Nike, do ícone do Android ou até mesmo para o boneco gordinho da Michelin, às vezes esquecemos que aquilo representa uma organização. Na verdade, tudo isso são exemplos de elementos que compõem uma marca."
ADM BS Consultoria
Diagnóstico Empresarial, Plano de Negócios, Consultoria em Gestão Empresarial, Consultoria específica por setor, Treinamento & Desenvolvimento, Palestras.
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Os 7 elementos que formam uma marca - Marcos Hiller
Os 7 elementos que formam uma marca - Marcos Hiller
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Web 3.0: buscador do Google pensará como o usuário
Você e sua empresa estão preparados para as mudanças que estão por vir?!
Web 3.0: buscador do Google pensará como o usuário
"O Google utilizará um sistema chamado de Gráficos de Conhecimento; por enquanto ele está sendo disseminado nos Estados Unidos e em países anglófonos, sem previsão de chegada ao Brasil."
Web 3.0: buscador do Google pensará como o usuário
sexta-feira, 30 de março de 2012
Casos Bolsa e Vale: desafios para as leis do mercado financeiro
Os casos da Vale e da BM&FBovespa desafiam a legislação e as regras tão propagadas de governança corporativa e transparência no mercado financeiro.
As duas empresas são objeto de questionamento judicial, a primeira por impostos cobrados pela Receita Federal sobre lucro no exterior, e a segunda por atos de improbidade administrativa referentes a operações no mercado futuro de dólar, em 1999.
Apesar de, no caso da Vale, tratar-se de uma questão jurídica polêmica e, no da Bolsa, já existir uma condenação em primeira instância, as duas empresas acreditam em absolvição no fim do processo e decidiram agir de acordo com opiniões unilaterais.
A Vale nega-se a contabilizar a suposta cobrança – em torno de R$ 30 bilhões – em seu balanço. E a Bolsa, agora, só comunica o que ela mesma acredita ser necessário e quando ela mesma avalia ser o tempo correto.
Os dois casos demonstram como, apesar de tantas campanhas sobre o Novo Mercado e discursos sobre o amadurecimento do mercado de capitais do país, muito ainda está por ser feito – sobretudo na legislação vigente.
Disponível em: <http://colunistas.ig.com.br/poder-economico/2012/03/30/casos-bolsa-e-vale-desafios-para-as-leis-do-mercado-financeiro/>
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Lições da Disney: como diferenciar seu produto e garantir espaço no mercado?
Em artigo exclusivo para o Administradores, professor do IMD (Suíça) explica por que as empresas precisam repensar suas estratégias se quiserem escapar da comoditização.
Lições da Disney: como diferenciar seu produto e garantir espaço no mercado?
Lições da Disney: como diferenciar seu produto e garantir espaço no mercado?
Howard Yu - é professor de Strategic Management and Innovation no IMD, onde leciona no programa Orchestrating Winning Performance. Suas atividades de ensino e pesquisa focam no porquê e como certas empresas conseguem sustentar crescimento e outras não.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Como pagar menos IR na venda de imóveis
Como pagar menos IR na venda de imóveis
Legislação brasileira possui ao menos oito brechas que permitem reduzir – e até zerar – a obrigação tributária gerada pelo ganho de capital
João Sandrini, de
São Paulo – Nenhum dono de imóvel costuma ficar triste quando aparecem na mídia novos indicadores que mostram a rápida valorização das propriedades nas principais cidades brasileiras. Mas o boom imobiliário tem ao menos um efeito colateral. Como no momento da venda o governo cobra Imposto de Renda sobre a valorização dos imóveis, muita gente toma um susto quando descobre quanto deve à Receita Federal.
Os brasileiros devem recolher aos cofres públicos 15% da diferença entre os preços de compra e venda de um imóvel – o que é chamado de ganho de capital. Um apartamento adquirido por 400.000 reais em 2008 e vendido agora por 700.000 reais, por exemplo, gera uma dívida tributária de 45.000 reais (ou 15% de 300.000) a ser paga no mês seguinte ao recebimento do dinheiro. A mordida do Leão seria mais do que suficiente para comprar carro novo e com os principais opcionais, por exemplo.
Quem não planeja pagar tanto dinheiro ao governo pode procurar na legislação brasileira algumas brechas para se amparar. Um bom planejamento tributário permite reduzir e até mesmo eliminar essa conta. A seguir, o advogado Eduardo Munhoz da Cunha, sócio do escritório Katzwinkel & Advogados Associados, explica oito formas de abater o IR devido na venda de um imóvel:
1 – Usar o dinheiro da venda de um imóvel para comprar outro
Esse é o jeito mais fácil de fugir da alíquota de 15% cobrada sobre o ganho de capital. Para aproveitar o benefício estabelecido pela lei 11.196 de 2005, no entanto, é preciso ficar atento a uma série de exigências. A primeira delas restringe a isenção apenas a casos de compra e venda de imóveis residenciais. Além disso, o contrato de compra precisa ser assinado até 180 dias após a venda. Portanto, se você está interessado em mudar de residência, vale a pena tentar fechar os dois contratos em datas parecidas.Para beneficiar apenas as pessoas físicas e excluir quem vive da compra e venda de imóveis, a Receita também estabeleceu que um proprietário só tem direito a esse tipo de isenção uma vez a cada cinco anos. Por último, se alguém vender uma casa de 500.000 reais com um ganho de capital de 250.000 reais para comprar um terreno de 100.000 reais, terá de pagar IR sobre a parcela de 150.000 que não foi aplicada na nova aquisição. Se alguém não se enquadrar nas regras acima e não recolher o imposto no mês seguinte à venda, terá de pagar IR sobre o ganho de capital acrescido de juros e multa.
2 – Vender imóveis de até 440.000 reais
Para beneficiar a classe média e a população de baixa renda, a Receita não cobra IR sobre o ganho de capital de imóveis vendidos por até 440.000 reais caso sejam atendidas duas condições: 1) o vendedor não pode possuir outro imóvel em seu nome nem mesmo uma fração de outras propriedades; e 2) a pessoa não pode ter vendido outros imóveis nos últimos cinco anos. Com a valorização imobiliária, está cada vez mais difícil aproveitar esse benefício, já que o valor-limite de 440.000 reais não é corrigido desde que a lei foi criada, em 1995.3 – Vender imóveis comprados antes de 1969
Essa regra só beneficia pessoas em idade mais avançada. Se o imóvel tiver sido adquirido pelo contribuinte antes de 1969, não importa o valor da aquisição ou da venda: haverá isenção total do imposto sobre o ganho de capital.4 – Isenção de IR sobre imóvel de herança
Existe uma única brecha para não pagar Imposto de Renda sobre o ganho de capital de imóveis recebidos como herança. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que não incide IR no caso de recebimento de herança de pessoas falecidas antes de janeiro de 1998. Como já se transcorreram mais de 13 anos desta data, muito pouca gente pode se beneficiar da brecha. No entanto, em casos em que muitos herdeiros disputam na Justiça o patrimônio do ente falecido, é possível que a transmissão da herança ainda não tenha sido concluída.5 – O tempo reduz o IR
A lei 11.196 de 2005 estabelece um redutor do imposto pago sobre o ganho de capital na venda de imóveis. Quanto mais tempo alguém passou como proprietário de um imóvel, menos vai pagar em impostos. O cálculo disso não é simples, mas não é preciso ficar preocupado. O próprio programa de declaração do IR baixado anualmente no site da Receita informa ao contribuinte qual será o efeito do redutor sobre o imposto do devido.6 – Declare todas as benfeitorias
A legislação tributária brasileira permite que os vendedores de imóveis paguem IR apenas sobre o ganho líquido de capital. Gastos com reformas, por exemplo, podem ser somados ao valor de compra do imóvel para reduzir a base de cálculo sobre a qual incidirá o imposto. Para ter esse direito, no entanto, o contribuinte precisa declarar todos os anos as quantias gastas com benfeitorias e também guardar os recibos para que seja possível comprovar as despesas à Receita Federal.As notas e recibos devem conter o CPF ou o CNPJ dos profissionais e empresas contratadas para a realização das reformas. Além disso, só podem ser considerados gastos com reforma, construção e ampliação, bem como o dinheiro investido em pequenas obras, como pintura, encanamento, reparo em azulejos, pisos e paredes. Já a troca de móveis e a instalação de cortinas não renderão nenhum benefício tributário.
Quem fez uma reforma no passado e esqueceu de informá-la poderá fazer a declaração retificadora do IR, mudando esses valores em todos os anos subsequentes. Mas atenção: o prazo para corrigir erros no formulário é de cinco anos.
7 – Quem investe em vários imóveis deve abrir uma empresa
De uma forma geral, a legislação do Imposto de Renda é mais rigorosa com pessoas físicas do que com empresas. Enquanto muitos brasileiros pagam IR sobre quase a totalidade dos rendimentos, as empresas costumam recolher como imposto um percentual do lucro líquido. Isso significa que das receitas podem primeiro ser deduzidas despesas com fabricação e comercialização de produtos, gastos com o pagamento de juros, impostos cobrados em cascata como PIS e Cofins e outros valores para que só então se chegue ao montante sobre o qual será aplicada a alíquota do IR. Outra vantagem de abrir uma empresa é separar o patrimônio da pessoa física e da jurídica – o que pode envolver uma série de benefícios legais.No caso de alguém que investe em imóveis e vive da renda de aluguéis, é necessário conhecer as alíquotas, os casos de isenção e os redutores do imposto para calcular qual a melhor forma de pagá-lo. As alíquotas variam tanto para pessoas físicas (de acordo com o total de rendimentos) quanto para jurídicas (segundo a natureza da empresa e o regime tributário escolhido). Portanto, vale a pena consultar um tributarista ou um contador que seja capaz de estudar caso a caso, fazer os cálculos e optar por um ou outro regime.
8 – Como proceder com heranças
Em geral, imóveis recebidos de herança podem gerar IR a pagar assim que a escritura seja lavrada no nome dos herdeiros. Para evitar a mordida do Leão, muita gente declara que o imóvel foi passado pelo mesmo valor que foi comprado pelo ente falecido alguns anos ou décadas atrás. Dessa forma, não há ganho de capital nem IR a pagar. O problema é que, quando o imóvel for finalmente vendido, a mordida do Leão poderá somar uma verdadeira bolada, já que um apartamento comprado pelo equivalente a 100.000 reais, por exemplo, pode ser vendido décadas depois por 1 milhão de reais.Em muitos casos, o melhor procedimento é atualizar o valor do imóvel no momento da transmissão da escritura. Se o bem tiver sido adquirido entre 1970 e 1988, haverá redução proporcional sobre o valor do ganho de capital à razão de 5% ao ano, conforme tabela abaixo:
| Ano de Aquisição ou Incorporação | Percentual de Redução |
|---|---|
| Até 1969 | 100% |
| 1970 | 95% |
| 1971 | 90% |
| 1972 | 85% |
| 1973 | 80% |
| 1974 | 75% |
| 1975 | 70% |
| 1976 | 65% |
| 1977 | 60% |
| 1978 | 55% |
| 1979 | 50% |
| 1980 | 45% |
| 1981 | 40% |
| 1982 | 35% |
| 1983 | 30% |
| 1984 | 25% |
| 1985 | 20% |
| 1986 | 15% |
| 1987 | 10% |
| 1988 | 5% |
Disponível em: http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/imposto-de-renda/noticias/8-formas-de-driblar-o-pagamento-de-impostos?p=3#link
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Daniel Annenberg, o senhor Poupatempo
O sociólogo Daniel Annenberg montou um dos melhores programas de serviço público no país. Agora, encara a missão de reinventar o problemático Detran paulista
Márcio Kroehn, da EXAME
São Paulo - Em 1996, um ano após assumir o cargo, o então governador de São Paulo Mário Covas decidiu reunir serviços públicos em um único local para economizar o tempo do cidadão. Funções como a emissão das carteiras de identidade e de trabalho foram concentradas em um prédio no centro da capital paulista, onde passaram a ser executadas sem complicação.
Cerca de 400 serviços, antes prestados por 15 repartições, passaram a ser oferecidos ali. À frente do projeto, batizado de Poupatempo, estava o cientista social Daniel Annenberg. De lá para cá, a experiência foi expandida para 30 postos fixos e algumas unidades móveis que circulam pelo estado.
O Poupatempo tornou-se referência ao reduzir, por exemplo, o tempo de emissão de uma carteira de identidade de 15 para um dia. É o básico, mas fez uma diferença incrível num país onde o cidadão comum é tratado de maneira quase indigente pela maioria dos órgãos públicos.
Em março do ano passado, Annenberg foi chamado pelo secretário estadual do Planejamento, Julio Semeghini. “Daniel, tenho aqui uma bomba para você desarmar”, disse Semeghini. Era um convite de trabalho.
Depois de quase cinco anos em uma consultoria de gestão pública, Annenberg voltaria ao governo com a missão de reinventar o Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran) nos moldes do Poupatempo.
Semeghini não exagerou ao classificar o Detran. Ao longo das últimas décadas, o departamento se tornou um dos maiores símbolos de ineficiência, burocracia e corrupção. É um templo de culto à filosofia do “criar dificuldades para vender facilidades”.
Estima-se que o esquema de achaques à população — ainda não totalmente desarmado — movimentasse mais de 5 bilhões de reais anuais, valor equivalente a 2,5 vezes o orçamento oficial. “O Detran tem dez vezes mais complicações que o Poupatempo, um projeto iniciado do zero”, diz Annenberg. “Mas vamos mudar isso.”
O esquema ilegal funciona com base em informação privilegiada. Em conluio com funcionários do Detran, despachantes e autoescolas obtinham os dados de 19 milhões de usuários e atuavam para vender “serviços” a eles.
O cidadão que precisava tirar a carteira de motorista, por exemplo, tinha de escolher entre enfrentar filas intermináveis e a peregrinação pelos guichês e recorrer a um intermediário para apressar o processo — e pagar um extra pela ajudinha. Nos últimos tempos, a negociata mais comum e lucrativa tem sido a limpeza dos pontos acumulados na carteira de motorista devido a infrações de trânsito.
Usuários que estouravam o limite anual de 20 pontos recebiam ligações dos integrantes do esquema com promessa de desconsiderar o histórico após o pagamento de cerca de 1 000 reais. (Um grande despachante consultado pela reportagem ainda oferece o serviço — prova de que Annenberg ainda tem muito trabalho pela frente.)
A primeira iniciativa de Annenberg ao assumir o Detran foi pedir que a Corregedoria do Estado investigasse a existência de uma máfia no órgão, alimentada com propina aos funcionários. A apuração ainda está em curso.
O próprio Annenberg saiu a campo e fez visitas surpresa a autoescolas. Viu irregularidades como carros sem licenciamento e instrutores com habilitação vencida. O desrespeito às regras tornou-se algo banal. Poucas semanas após Annenberg assumir a presidência do órgão, um usuário do Twitter divulgou a seus seguidores ter pago 400 reais para receber a carteira de motorista sem fazer o teste prático.
Ele foi identificado e o documento, retido. O controle mais rígido sobre o ensino e a avaliação dos motoristas é uma das novas metas. As provas teóricas neste ano passarão a ter 2 000 questões possíveis e a escolha de 30 para o teste será feita aleatoriamente por computador.
Até o ano passado, o total era de 300 perguntas e não havia alteração na ordem de aparição, o que facilitava a venda de gabaritos. Com base no índice de aprovação e em vistorias do Detran, Annenberg quer formar uma espécie de ranking das melhores autoescolas para que o aluno possa comparar e exigir qualidade.
“Vamos precisar passar por uma profissionalização”, diz José Guedes Pereira, presidente do sindicato que representa 4 000 autoescolas no estado de São Paulo.
Para melhorar o atendimento, a proposta é que os postos de serviço do Detran tenham a mesma arquitetura aberta do Poupatempo, sem guichês ou salas que permitam a conversa paralela. No final de 2011, foram inauguradas cinco unidades montadas sob o novo modelo.
O atendimento nessas unidades é acompanhado em tempo real por Annenberg por meio de monitores instalados em sua sala, num prédio localizado no bairro do Bom Retiro, na zonal central da cidade. A rede de 340 unidades do Detran espalhadas pelo estado será reduzida para 25, concentradas na capital e em cidades como São Bernardo do Campo e Campinas.
O próprio Poupatempo e a internet serão canais complementares para prestar a maioria dos serviços. Em agosto, o site, antes apenas informativo, passou a fazer emissão da segunda via da carteira de motorista e outras funções. No final de 2011, uma pesquisa mostrou índice de satisfação próximo a 90% entre as 250 000 pessoas atendidas em outubro em uma das cinco novas unidades ou pelo site.
“O sistema online é mais inteligente, enxuto e ajuda a medir os custos e problemas do processo”, diz Erik Camarano, presidente da ONG Movimento Brasil Competitivo. Annenberg também quer mudar o perfil dos 5 000 profissionais que trabalham no Detran. Eles terão um novo plano de cargos e salários.
Mais de 1 400 policiais civis, que hoje trabalham no departamento, serão devolvidos às funções originais. A reposição ocorrerá com a abertura de concursos para a área administrativa. “Até o final do ano teremos um Detran totalmente mudado”, diz o secretário Semeghini. É cedo para saber se isso vai mesmo virar realidade. Mas a vontade de desativar a bomba já é um grande passo.
Disponível em: http://exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/1008/noticias/daniel-annenberg-o-senhor-poupatempo
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