quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Funcionários com valores diferentes geram conflitos em empresas

Edição do dia 16/11/2010
17/11/2010 00h24 - Atualizado em 17/11/2010 01h58

Funcionários com valores diferentes geram conflitos em empresas

O profissional que valoriza a experiência, o Baby Boomer, muitas vezes enfrenta problemas com a geração Y, jovens de até 30 anos com ideias novas e muita energia. Isso tudo pode deixar os mais velhos inseguros, principalmente a geração X, aquela que fica no meio das duas.

Fábio Turci São Paulo, SP
 
Quem vê o gerente de marketing da Boehringer Ingelheim, Sérgio Pacheco, trabalhando, pensa em quê? “Para mim, é um menino ainda”, diz o consultor de vendas da Boehringer Ingelheim, Carmelo Locateli.
Mas o "menino" chegou pra ser o chefe. “E aí aquele choque, poxa vida, eu, 47 anos, ter um gestor com 29, 28, como é que é isso?”, questiona Carmelo. “Isso é um nó, quando um Y chefia até um Baby Boomer”, afirma a presidente do Grupo Foco, Eline Kullock.

Sérgio é da geração Y, aquela dos jovens com 30 anos, ou menos, que têm pressa pra conseguir reconhecimento e crescimento profissional e que mudam de emprego com facilidade quando não estão satisfeitos. Carmelo faz parte dos "Baby Boomers", a geração de quem tem mais de 45 e valoriza a experiência, o tempo de empresa.

“É claro que é mais complicado você ter um rapaz mais jovem, uma moça mais jovem te chefiando, você fica meio frustrado. Gente, lembre-se que o Baby Boomer, o poder para ele é importante, o saber é tudo. Isso está na cabeça do mais velho, que tem certa dificuldade de aceitar”, fala Eline.

Quando existe conflito de gerações numa empresa, normalmente a geração Y está no meio. Esses caçulas do mercado de trabalho têm energia, desenvoltura, intimidade com a tecnologia. E isso tudo pode deixar os mais velhos inseguros, principalmente a geração X, aquela que fica no meio das outras duas. É a geração das pessoas com mais de 30 e menos de 45 anos, que viu os pais enfrentarem as crises da década de 80 e, por isso, trabalhou duro para ter segurança financeira.

“O X foi treinado, ele foi talhado a trabalhar e esperar um momento que seria o reconhecimento dele onde ele sobe um degrau. Ele tem medo de perder o emprego justamente pra pessoas que aparentam ter mais energia do que ele, que podem eventualmente trazer mais inovação e energia do que ele”, diz o presidente da Bridge Research, Renato Trindade.

Alessandro Lima, presidente de uma empresa, já viu isso com funcionários dele. “A gente já observou casos na empresa de pessoas da geração X que não aceitavam que uma ideia melhor, uma inovação surgisse da geração Y”, conta. O próprio Alessandro é um X, geração que valoriza muito a carreira, mas que vê os tempos mudarem.

“O que vai definir realmente promoção, ascensão na carreira, é a competência. Então, não é mais tempo de casa. Tempo de casa não garante mais nada”, explica o diretor de desenvolvimento humano da Serasa Experian, Milton Pereira. “Os X que abra o olho, porque os Y tão chegando com diploma atualizadíssimo”, completa Alessandro reconhece que, na empresa, os contemporâneos dele perderam a briga. “A gente prefere trabalhar com a geração Y por ela estar mais aberta a novos modelos de trabalho”, diz Alessandro.
Abertura é o que a Y gerente de projetos Roberta Rossatti espera do Alessandro, chefe dela. “Eu sinto essa necessidade de aprender junto com a empresa e de passar pra empresa tudo aquilo que eu consigo aprender. Mais do que a história da estabilidade, eu quero poder participar dos processos”, avisa.

O problema é quando essa participação vem de uma forma que os mais velhos não assimilam direito. Por exemplo: o jovem Y senta na mesa de trabalho e fica ouvindo música, navegando em redes sociais na internet. Um colega da geração X pensa que ele está só enrolando e não acha justo.

Na verdade, a geração "Y" é assim mesmo: faz várias coisas ao mesmo tempo, inclusive o trabalho. “Ele nasceu, cresceu, com estímulos, de música, internet, com amigos no colégio, isso vem para organização, é a extensão do dia a dia. É o que faz ele ter prazer, então ele está trabalhando aqui, é lógico, no seu local de trabalho, mas escutando uma música, escutando um som que ele gosta e isso só colabora, só estimula”, afirma o gerente executivo da Serasa Experian, Elcio Trajano.

Outra característica da geração Y é a pouca paciência para reuniões muito longas. O jovem tira o celular do bolso e começa a mexer, para passar o tempo. O pessoal mais velho acha falta de educação.

Quando o jovem Y quer falar com algum chefe, ele, muitas vezes, passa pelo gerente, normalmente da geração X, e vai logo à sala do diretor "Baby Boomer". O gerente X não gosta e reclama que o Y não respeita a hierarquia. “O X se apega um pouco na hierarquia, porque a hierarquia consolida o poder deles. Esse é um problema que tem que ser gerenciado, de insegurança da geração X”, explica Milton.

O conflito entre as gerações atrapalha a produção da empresa. O clima fica ruim. Chega ao extremo em que o jovem da geração Y é demitido ou pede demissão porque está insatisfeito. A empresa tem gastos, perde talentos e fica com a vaga aberta enquanto procura alguém para o lugar. E quem garante que a história não vai se repetir com o outro funcionário que for contratado?

“Tumultua e acaba fazendo com que o objetivo da empresa, que é olhar para fora, olhar para o mercado, olhar para o cliente, olhar o que está acontecendo, se transforme num conflito interno. Acho que a empresa que vai ser a empresa do futuro é a que conseguir conciliar todas as gerações no mesmo ambiente de trabalho”, diz Eline.

No caso de Sérgio e Carmelo, a conciliação veio com o tempo. Bastou que Carmelo visse o jovem chefe em ação. “O cara realmente tem capacidade, ele não está à toa no cargo que ele está”, fala Carmelo.
“A idade ela passa desapercebida quando você passa a olhar a competência técnica do profissional e aí a hierarquia não conta porque o objetivo é único”, diz Sérgio.

Sérgio também é chefe de outro Baby Boomer, Walmir, que ao mesmo tempo é quase um tutor para o jovem gerente. “Ele tem o arrojo, a impulsividade da juventude, e eu fico servindo como mais ou menos um guia ou um aparador da impulsividade dele. E nisso a gente acaba se completando”, fala o gerente de políticas de saúde, Walmir Guerra Caetano.

“Acredito que eu vou aprender muito com ele, e vice versa, também, acho que ele tem muito a aprender com a gente e a empresa só ganha com isso”. Fala Carmelo.

E o que as empresas estão fazendo pra que os conflitos entre as gerações tenham sempre um final feliz, assim? É o assunto da reportagem de amanhã.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Grupo Silvio Santos faz aporte de R$ 2,5 bilhões no Banco PanAmericano

Grupo Silvio Santos faz aporte de R$ 2,5 bilhões no Banco PanAmericano

Por: Equipe InfoMoney
09/11/10 - 20h05
InfoMoney

SÃO PAULO - Em nota enviada ao mercado, o Banco PanAmericano (BPNM4) anunciou que o Grupo Silvio Santos, seu acionista controlador, realizou um aporte de capital de R$ 2,5 bilhões, obtidos através de operação contratada com o FGC (Fundo Garantidor de Crédito) integralmente garantida por bens do patrimônio do grupo.
De acordo com o documento, o objetivo da operação é "restabelecer o pleno equilíbrio patrimonial e ampliar a liquidez operacional da instituição, de modo a preservar o atual nível de capitalização, em virtude de terem sido constatadas inconsistências contábeis que não permitem que as demonstrações financeiras reflitam a real situação patrimonial da entidade".
A notícia segue os rumores de que o Banco Central realizaria uma intervenção no banco. As especulações fizeram com que a ação do Banco PanAmericano fechasse este pregão com queda de 6,75% e engatilhasse outras baixas no setor, como Santander Brasil (SANB11, -5,59%) e BicBanco (BICB4-6,21%).
O capital social e o patrimônio líquido do banco não sofrerão qualquer alteração, já que os recursos serão lançados na conta "Depósito de Acionista". Não haverá também perda patrimonial, já que os ajustes serão cobertos pelo aporte. "A decisão reflete o compromisso do controlador com a rigidez da instituição, sua responsabilidade com o mercado e com a preservação dos interesses dos seus clientes, depositantes, fornecedores e colaboradores, além de preservar a integridade da atual participação dos demais acionistas", completa a nota do banco.

Mudanças na diretoria e no Conselho de AdministraçãoEm reunião realizada nesta terça-feira, o Conselho de Administração do Banco PanAmericano elegeu sua nova Diretoria Executiva. Celso Antunes da Costa assume o posto de Diretor Superintendente, e o restante da diretoria será formada por Ivan Dumont Silva, José Alfredo Lattaro, José Henrique Marques da Cruz, Raphael Rezende Neto, Celso Zanin, Eliel Teixeira de Almeida e Mário Ferreira Neto.
Também foi convocada uma Assembleia Geral Extraordinária para indicação dos nomes que constituirão o novo Conselho de Administração.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Top Of Mind revela marcas mais lembradas pelos consumidores

Top Of Mind revela marcas mais lembradas pelos consumidores

Coca, Hellmann's, Kibon, Omo, Philips e Volks se destacam nos 20 anos do prêmio

Juliana Welling, do
São Paulo - O prêmio Folha Top Of Mind revelou na noite desta terça-feira (26), em festa no HSBC Brasil, em São Paulo, as marcas mais lembradas pelos consumidores brasileiros em 52 categorias (40 delas em produtos diferenciados e 12 em categorias especiais).
Neste ano, o Top Of Mind comemora 20 anos de atividades. Sendo assim, o prêmio também anunciou ao mercado as seis marcas mais lembradas pelos consumidores durante as duas décadas do evento: Coca-Cola, Hellmann's, Kibon, Omo, Philips e Volkswagen.
Na categoria especial, as marcas consideradas “Top do Top”, isto é, as mais lembradas pelos consumidores, independentemente do seu setor de atuação, foram Coca-Cola, Nestlé, Nike e Omo. Em "Top Performance”, categoria que contempla a marca que mais se destacou em relação a 2009, foram Banco do Brasil e Colgate.
Já em “Top Feminino” (marca mais lembrada pelas mulheres) o xampu Seda foi o mais citado pelas consumidoras brasileiras. E a marca de pneus Pirelli foi a escolhida para a categoria “Top Masculino”.
A marca mais lembrada pelas pessoas de maior poder aquisitivo (“Top Classe A”) foi a Brastemp. A Kibon se destacou na categoria “Top Popular” como a marca mais lembrada pelos consumidores da classe C.
Na categoria especial “Top Família” a Rayovac foi considerada a marca mais lembrada pelas pessoas casadas e com filhos até 21 anos. Já a Natura e a marca Ypê foram as marcas que mais o público recordou sobre suas atuações no meio ambiente (“Top meio ambiente”).
As Top região Sul e região Sudeste foram, respectivamente, Tintas Renner e Casas Bahia. Em “Top região Nordeste” a marca mais lembrada foi a Primor. A marca com o maior número de citações na região Norte e Centro-Oeste foi a Mabel (Top região Norte e Centro Oeste).
As demais 40 categorias de produtos e as marcas de maior relevância em cada uma delas foram:
 
Aparelho de telefone celular: Nokia
Aparelho de TV: Philips e Semp Toshiba
Aspirador de pó: Arno
Notebook: Dell, LG, Samsung, Semp Toshiba e Positivo
Fogão: Brastemp e Dako
Geladeira: Consul
Carro: Volkswagen
Lavadora de roupa: Brastemp
Pasta de dente: Colgate
Fraldas descartáveis: Pampers
Sabonete: Lux
Protetor solar: Sundown
Aparelho de barbear: Gillete
Shampoo: Seda
Desodorante: Rexona
Cerveja: Skol
Chocolate: Nestlé
Leite: Ninho, Parmalat e Itambé
Maionese: Hellmann's
Margarina: Qualy
Adoçante: Zero Cal
Azeite: Gallo
Refrigerante: Coca-Cola
Sorvete: Kibon
Biscoito: Bauducco, Mabel, Passatempo, Trakinas e Fortaleza
Sabão em pó: Omo
Combustível: Petrobras
Pilha: Rayovac
Pneu: Pirelli
Tinta de parede: Suvinil
Banco: Banco do Brasil
Caderneta de poupança: Caixa Econômica Federal
Cartão de crédito: Visa
Operadora de celular: Vivo
Plano de saúde: Unimed
Seguros: Bradesco Seguros
Companhia aérea: TAM
Loja de móveis e eletrodomésticos: Casas Bahia
Material esportivo: Adidas
Supermercado: Carrefour e Extra

Criado para o jornal Folha de S. Paulo pelo Instituto de Pesquisa Datafolha, o prêmio é resultado de um levantamento anual feito por amostragem com a população adulta brasileira. O estudo foi produzido com base em mais de 5 mil entrevistas, divididas em duas amostras com homens e mulheres, com idade igual ou superior a 16 anos, de todos os níveis sociais e escolaridades.